As estrelas caídas não são necessariamente estrelas
decaídas ou decadentes
“Yes we can”, trocado por miúdos:
“Eu posso, porque estou neste púlpito, como se vê”
ou seja
“Subi, estou neste grande palco e tu podes, que me ouves daí, do chão, tu
podes subir a este palco,
Confia”!
“Repara, eu sou negro, descendente dos escravos de ontem e de
todos os oprimidos, mais escravo que tu, que és branco,
mais negro que tu que és branco, confia,
que eu posso libertar-te , seremos livres os dois, nós podemos , seremos proprietários das casas, dos
engenhos…"
"Eu liberto-te, Eu torno -te proprietário e Eu serei a tua
Liberdade, vota em mim”
Isto foi a metáfora encantatória de Obama que se transformou
em voto político , um acordo, um
contrato que tinha a natureza das nuvens, do nevoeiro, que nunca se iria transformar
em coisas … “ eu posso comprar… eu posso
ter um salário, ter qualquer coisa topo
de gama, ou apenas, …”
A Realidade, uma personagem incómoda, mesmo hedionda,
nauseabunda, varreu todas as casas americanas, todos os solos, todas as cabeças
e aí temos a Maravilha “ o Presidente Eleito” que destronou o outro o "O Presidente até Janeiro”, o que afinal não podia dar-me, nem o trono
, nem o topo de gama, nem o salário, ou a
ilusão…
Por isso, Obama transformou-se num trunfo do passado foi uma arma inerte na
campanha de Hillary “ se ele ganhou , eu vou ganhar ” não é verdade,
porque as pessoas na confiança, no voto, no
sonho, na esperança, ganham a consistência das nuvens, o que é uma forma de inconsistência.
Mas vai funcionar na campanha da Merkel , agora Obama
representa” Votem em mim, Eu era a Liberdade
, ainda sou , podemos ganhar juntos, YES WE CAN“
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