quarta-feira, 23 de novembro de 2016

yes we can


As estrelas caídas não são necessariamente  estrelas  decaídas ou decadentes

Yes we can”, trocado por miúdos:

“Eu posso, porque estou neste púlpito, como se vê” 

ou seja

 “Subi, estou neste  grande palco  e tu podes, que me ouves daí, do chão, tu podes subir a este palco,

 Confia”!

“Repara, eu sou negro, descendente dos escravos de ontem e de  todos os  oprimidos, mais escravo que tu, que és branco,  mais negro que tu que és branco, confia, que eu posso  libertar-te  , seremos livres os dois, nós  podemos , seremos proprietários das casas, dos engenhos…"

"Eu liberto-te, Eu torno -te proprietário e Eu serei a tua Liberdade, vota em mim”

Isto foi a metáfora encantatória de Obama que se transformou em voto político ,  um acordo, um contrato que tinha a natureza das nuvens, do nevoeiro, que nunca se iria transformar em  coisas … “ eu posso comprar… eu posso ter um salário, ter  qualquer coisa topo de gama, ou apenas,    …”

A  Realidade, uma personagem incómoda, mesmo hedionda, nauseabunda, varreu todas as casas americanas, todos os solos, todas as cabeças e aí temos a Maravilha “ o Presidente Eleito” que destronou o outro o  "O Presidente até Janeiro”, o que afinal não podia dar-me, nem  o  trono , nem o topo de gama, nem  o salário, ou a ilusão…

Por isso, Obama transformou-se  num trunfo do passado foi uma arma inerte na campanha de Hillary  “ se ele ganhou , eu vou  ganhar  ” não é verdade,

 porque as pessoas  na confiança, no voto,  no  sonho, na esperança, ganham a consistência  das nuvens, o que é uma forma de inconsistência.

Mas vai funcionar na campanha da Merkel , agora Obama representa” Votem  em mim, Eu era a Liberdade ,  ainda sou , podemos  ganhar juntos, YES WE CAN


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